Edição de sábadoNº 5 · 20 de Junho
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Cânone de Câmara Escura

de Enrique Vila-Matas

Dom Quixote · 2026 · PORTUGUÊS · 192 pp. · 9789722087353

Cânone de Câmara Escura

Vidal Escabia, o protagonista desta história, selecionou setenta e um livros num quarto escuro da sua casa no intuito de escrever um cânone deslocado, intempestivo e inatual, dissidente dos oficiais. Todas as manhãs escolhe ao acaso um deles e traz à luz um fragmento destinado ao cânone, mas o que a sua leitura desentranha influi na sua vida e também na sua escrita. Crescem as suspeitas de que o narrador de Cânone de Câmara Escura seja um androide, um Denver-7 infiltrado entre as pessoas comuns de Barcelona, ou, pelo contrário, utilize o cânone para dar sentido à sua vida perante o amor desorbitado que sente pela filha ausente. Um Vila-Matas extremo que vai mais além na sua indagação sobre o não-sentido, o simulacro e a ficção como estranhas formas de vida, e também na sua visão da arte literária como transmissão, colaboração e modificação de ideias alheias. Uma busca, em suma, de um sentido último da escrita, ao mesmo tempo que se exploram temas como o duplo ou a ausência infinita que deixam aqueles que amamos, «a mesma ausência que Eurídice deixou a Orfeu e da qual muitos julgam que a escrita nasceu».

Fonte: Bertrand. (s.d.). Cânone de Câmara Escura. Bertrand. https://www.bertrand.pt/livro/canone-de-camara-escura-enrique-vila-matas/32975554?srsltid=AfmBOoqLlN1cUx-YH77TR3b3rzlsvHsAzV6bx4N5UTeB86FUPM-I9QQ4

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